O Lago Xidar – Amostra do conto

Olá pessoas!
Já faz um tempo que não publico nada aqui, eu estive ausente por um tempo, pois estava resolvendo questões pessoais, mas estou de volta!

Aviso: a partir de hoje irei publicar apenas um conteúdo toda semana, provavelmente na quarta-feira ou na sexta-feira, o intuito é dedicar mais tempo para escrever as minhas histórias.

Agora que já dei os avisos que tinha que dar, vamos ao conteúdo de hoje!
Como vocês sabem, eu iria enviar um conto para a edição da Revista suprassuma desse ano, só que minha história ficou bem maior do que o esperado e eu já não tinha mais tempo para escrever outra, por isso a história “O Lago Xidar” vai ser publicada para vocês no domingo(20/03), com o intuito de aproveitar essa boa ideia que eu escrevi, se possível dêem uma olhada e compartilhem, pois agora todo apoio é de extrema importância para que eu continue escrevendo.
Mas vamos lá ao conteúdo, eu darei aqui uma breve amostra do meu conto “O Lago Xidar”.

O Lago Xidar

Olá caro leitor ou leitora, meu nome é Fábio Martins e tenho atualmente 40 anos, eu estou aqui para relatar a minha história envolvendo um lago estranho, mas aviso que talvez essa história possa ser assustadora demais para você, principalmente se tiver a Talassofobia assim como eu, esse medo sufocante envolvendo as profundezas do mar e seus perigos, e caso ainda queira continuar é bom que esteja preparado para o que eu vou contar.

A minha história começa em janeiro de 2005, quando eu tinha 28 anos e morava no estado do Pará, durante esse período eu estava tirando um mês de férias do trabalho, eu trabalhava na área de administração de uma empresa e passava a maior parte do tempo trabalhando, por conta disso eu não tinha nenhum par romântico e vivia sozinho, fora que por conta do meu jeito caseiro e quieto eu não costumava fazer amizades, muito menos participar de eventos sociais, apesar desses dias solitários e monótonos eu tinha uma boa vida financeira, uma ótima casa e vivia em paz tendo tudo que eu sempre quis, mas eu já estava cansado de tanto trabalhar e dessa solidão constante.

Um grupo de amigos que eu conhecia há 13 anos, desde o meu primeiro ano do ensino médio, começou a organizar uma viagem para passar uma semana longe acampando e pescando, dando a ideia de irmos para algum dos rios ao norte da nossa cidade, eu aceitei logo de cara já que eram os meus melhores amigos e eu precisava de um tempo fora, os outros também aceitaram e tinham seus próprios motivos para quererem ir, então passamos o mês de dezembro preparando tudo, e em janeiro como combinado ambos os 5 tiramos férias para fazer essa viagem.

A princípio eu só via vantagens, passar um tempo ao ar livre com meus únicos amigos que eu não via há muito tempo, reviver memórias de infância e pescar alguns peixes deliciosos para comer, mas é claro que eu já sabia nessa época que tinha a Talassofobia, só que eu ignorei isso e acreditei que não teria problema algum já que não estaria indo para o mar, como de costume a velha ignorância humana falando mais alto.

Depois de semanas preparando tudo e enfim conseguindo nossas férias o dia da viagem chegou, eu acordei por volta das 5 da manhã já que faríamos a viagem de carro bem cedo, após arrumar as minhas coisas e deixar a mochila junto da bolsa próximo da porta de casa, eu fui tomar o café da manhã e em seguida me arrumar. No dia eu vesti uma camisa cinza com um pássaro verde atrás, que tinha a frase “A livre esperança” escrita na região direita do peito, eu também estava usando uma bermuda azul escuro e sandálias comuns de cor preta, essa camisa me passava uma sensação boa de paz e liberdade, era minha camisa favorita na época.

Desde aquela época eu já era uma pessoa bem simples e não muito chamativa, eu tinha 1,75 de altura e um porte físico mediano, meus cabelos pretos são lisos mas eu não deixava eles crescerem naquela época, sempre cortava tudo e mantinha igual ao corte militar, além disso minha pele é morena clara e meus olhos castanhos também são claros, ou seja, a minha aparência é bem comum mas eu sempre fui feliz comigo mesmo.

Após me preparar eu fiquei esperando sentado na varanda da minha casa, eu era a última pessoa que eles iriam pegar para a viagem, então por volta das 7 e meia da manhã eles pararam na frente da minha casa e buzinaram, eu logo levantei e peguei as minhas coisas, felizmente eu não tinha que levar muita coisa já que os equipamentos e suprimentos já estavam com eles, foi surpreendente o quão bem organizado foi essa viagem. Assim que cheguei no carro, eu coloquei as minhas coisas no porta-malas, em seguida entrei na parte de trás e cumprimentei os meus três amigos que estavam no carro. O meu outro amigo chamado Leandro estava seguindo logo atrás com o carro dele, nós havíamos decidido que ele levaria os mantimentos e uma boa parte do que precisaríamos, o carro dele era uma caminhonete vermelha e facilmente caberia a maior parte das coisas, já eu e outros dois amigos iríamos no carro do Adriano que foi quem deu a ideia da viagem, ele era dono de uma loja de equipamentos de pesca e foi quem ficou responsável pelo nosso equipamento, além de ter conseguido um barco com motor para a gente poder usar, o barco estava logo a trás do carro dele.

Assim que entrei, o pessoal parecia estar animado e naturalmente começamos a conversar para pôr os assuntos em dia, falávamos sobre assuntos fúteis enquanto seguíamos com a nossa viagem, o clima dentro do carro era agradável e eu me sentia bem em estar ali, não era fácil eu ficar tão confortável com outras pessoas, mas eu e meus amigos sempre fomos como uma família, eu sentia que era essa interação que eu precisava naquela época.

Enquanto saíamos da cidade, o Adriano disse enquanto dirigia:

– Ei pessoal, eu sei que combinamos de ir para o rio no norte, mas eu fiquei sabendo de um outro lugar bem interessante.

De início nós 3 ficamos curiosos sobre qual lugar seria esse, então o meu amigo chamado Matheus que estava sentado ao lado dele na frente, logo perguntou:

– Que lugar séria esse Adri?

– Bom, eu estive procurando por algum lugar que fosse interessante e calmo para a gente pescar, então andei perguntando para alguns pescadores sobre isso, como esperado a maioria me falou sobre os rios tradicionais da região, mas um velho pescador me contou sobre um lugar que me interessou bastante, ele disse que existe um lago estranho na região norte que é grande e tem bons peixes, além disso ele também falou que a área ao redor do lago aparenta ser calma… Entretanto quando ele me passou a localização do lago e eu falei que seria ótimo ir pescar lá, ele ficou muito nervoso e me disse para nunca ir para o lago, depois disso ele me contou várias histórias de pescador sobre o lugar, umas coisas bem mentirosas… Ele parecia ter ficado louco só por eu ter dito que seria legal ir até lá.

O Adriano deu uma risada e o Matheus falou enquanto ria:

– Você literalmente enlouqueceu o velho só de falar que iria até o lago… É cada coisa.

– É, mas ele é um bom senhor, pena que diz tanta besteira… Mas eu já falei com o Leandro ontem e ele topou ir até o lago, o que acham de irmos para lá?

– Por mim tudo bem, e vocês dois ai atrás… O que acham?

O meu amigo chamado Roberto que estava no banco ao meu lado, olhou para o Matheus na frente e disse:

– Sem problemas, mas onde fica esse lago?

O Adriano apontou para o compartimento no painel na frente do Matheus e disse:

– Abre ai e pega o mapa que está ai dentro.

Matheus abriu o compartimento e pegou o mapa em meio a bagunça ali dentro, ele desdobrou e olhou o mapa enquanto o Adriano dizia:

– A marcação vermelha ai encima, é onde o pescador disse que fica o lago, e eu sei que nenhum de vocês já ouviu falar sobre algum lago nessa região, mas apesar das histórias de pescador que ele me contou, eu confio nas informações que ele me passou.

Roberto segurou no banco de Matheus e olhou para frente tentando ver o mapa, enquanto olhava ele disse:

– É… Eu realmente nunca ouvi falar de nenhum lago nessa região, isso está me deixando curioso.

Matheus deu uma leve risada e disse:

– O Roberto já se empolgou, mas e tu Fábio? O que acha?

Enquanto meus dois amigos estavam animados e curiosos sobre o lago, eu fiquei pensando sobre esse lago e as coisas que o velho falou para o Adriano, por um momento eu senti um leve mal estar ao pensar no que poderia haver de tão estranho nesse lago, mas assim que Matheus falou comigo, eu fugi dos meus pensamentos e respondi:

– Se todo mundo quer ir, então por mim tudo bem.

O Adriano parecia ter ficado mais animado por conta das nossas respostas e disse:

– Então vamos para o lago.

Mas assim que ele terminou de falar, o Roberto fez uma expressão séria e perguntou:

– E qual é o nome desse lago?

– Ah ele não tem nome… Ou o pescador esqueceu de dizer qual é o nome dele, mas talvez isso signifique que seremos os primeiros a dar um nome a ele e o explorar.

Roberto sorriu e disse:

– E que nome poderíamos dar para ele?

– Ah bora decidir quando chegarmos lá.

Era claro o ânimo dos meus amigos com relação ao lago, posso dizer que até mesmo eu fiquei animado naquele momento, mas como de costume eu permaneci quieto enquanto eles conversavam durante a viagem, eu passei a maior parte do tempo admirando a beleza do ambiente ao nosso redor, e me afundando em pensamentos sobre o lago.

A viagem foi longa e divertida, o rádio do carro não parou de tocar por um segundo se quer, mas a parte complicada foi o caminho até o lago, passamos por inúmeras estradas de terra até que as estradas simplesmente acabaram, foi ai que olhamos o mapa e percebemos que teríamos que passar por dentro da floresta para chegar lá, assim como ambos os carros eram preparados para isso e só teríamos que passar em linha reta, não hesitamos em entrar na mata em direção ao lago. Apesar de estamos animados ao se aventurar pela floresta, sabíamos que se caso algum dos carros quebrasse ali estaríamos presos.

Quando era por volta das 13 horas da tarde chegamos ao nosso destino, a primeira coisa que vimos foi um caminho de mata aberta que nos levou direto para o lago, ao passar pelo caminho pudemos ter uma bela visão diante de nossos olhos, realmente existia um lago ali.

Leia a história completa no domingo(20/03)!!

Bom, o que achou da história até agora?
Me envie seu feedback, isso é muito importante para mim, espero que tenha gostado e continue lendo no domingo.

Se possível me siga no Twitter e no Wattpad(ou Spirit Fanfics), você pode me encontrar em ambas as plataformas pela @Bureno22.
Obrigado pela leitura e atenção, nos vemos na próxima semana, até mais!!

Incômodos noturnos(conteúdo extra)

Olá pessoas!
Bem vindos a mais uma postagem, hoje eu vim falar sobre o “Incômodos noturnos”, meu conto que publiquei na semana passada, como de costume eu sempre faço uma postagem reunindo algumas informações extras sobre minhas histórias, e hoje é a vez desse conto, então vamos lá!

OBS: Essa postagem contém SPOILERS da história, então primeiro leia o conto e depois volte aqui.

A ideia de “Incômodos noturnos”

Um dos tipos de história que mais existem por ai, principalmente na internet, são histórias no estilo relato e que abordam o gênero terror, eu sempre achei essas histórias interessantes e tive vontade de criar algo nesse estilo de relato, o “Incômodos noturnos” foi a minha história nesse estilo, eu quis tentar contar a história de forma que o leitor facilmente acreditasse que é um relato, ou seja, que a história realmente parecesse verdadeira.
Eu tive todo um cuidado para personificar os jeitos da Karen e não perder muito tempo com elementos desnecessários, isso foi algo que esteve em minha mente a todo momento.
A ideia desse conto era trabalhar um leve plot twist, eu fiz uma cortina de fumaça dando a entender no início que o problema era o espelho, em seguida quebrei o clichê do espelho e deixei dúvidas na cabeça do leitor, já que até certa parte não havia mais nada aparente que pudesse ser o causador dos incômodos noturnos.
Depois de gerar essas dúvidas, eu quis entregar um plot twist para o leitor, enquanto eu direcionava as pessoas em focar no espelho, havia um mal maior acontecendo, sempre que as pessoas escutam esses contos elas pensam em maldições e fantasmas, mas eu quis criar algo assustador e que pudesse tirar as pessoas da zona de conforto, foi assim que eu criei o Ladrão de corpos, uma criatura que poderia estar na sua região e te causar mal.
Eu queria que essa criatura realmente causasse medo ao leitor, mas principalmente um desconforto que fosse além do conto, então eu aproveitei esse elemento de acordar todos os dias durante a noite por volta do mesmo horário, e utilizei isso para gerar um medo no leitor, pois imagina se ele lê o conto e começa a acordar em horários semelhantes da madrugada, isso automaticamente levaria ele a sentir um desconforto e medo sem igual, já que ele facilmente interligaria a vida real com o conto, assim criando um elemento que vai além da história e que atinge o mundo real.
Em si é uma ideia simples, um pouco longa em comparação a outros contos da internet, mas a menor história que eu já escrevi, eu tentei colocar o meu estilo de criação de história e trazer uma ideia realmente boa.

A forma de escrever e contar a história
Enquanto eu escrevia, tomei a decisão de não incluir diálogos longos ou descrições muito especificas, pois toda a estrutura da história foi pensada em passar uma sensação de um relato verdadeiro, desde os jeitos de escrever e explicar, até a forma simples de passar a visão da personagem e o que ela pensava.
Essa história foi contada de forma simples e direta, mas bem trabalhada.

Estrutura da história

Como eu disse antes, eu quis criar uma estrutura de história que evoluísse para pontos que parecessem o fim, mas que acabassem enganando o leitor e expandissem cada vez mais a história, ou seja, a história tem pequenas fases que terminam em uma reviravolta, como por exemplo a primeira parte quando ela não fazia ideia do que estava acontecendo e viu a coisa no espelho, assim focando toda sua atenção no espelho, o que gerou uma reviravolta quando ela se livrou do espelho e os incômodos noturnos continuaram.
Através desses pequenos pontos de reviravolta, eu tentava prender a atenção do leitor e gerar ainda mais interesse, essa foi a minha ideia enquanto escrevia a história.
A estrutura desse conto foi pensada para ser linear e com algumas reviravoltas, que expandem a história e tentam surpreender o leitor, a ideia em si é prender o leitor ao desejo de querer saber cada vez mais, principalmente sobre o real motivo dos incômodos noturnos da Karen.

A capa do conto

Desde “A garota que viu a sombra” eu decidi continuar utilizando fotos editadas para fazer as minhas capas, e dessa vez é claro que não foi diferente. Eu confesso que foi difícil pensar em uma ótima representação para esse conto, que não entregasse demais e nem tocasse em elementos específicos da história, então eu decidi criar uma carta de despedida, que teria sido escrita por uma das vítimas do Ladrão de corpos, em seguida eu borrei algumas das palavras, deixei outras irreconhecíveis e tentei deixar de uma forma misteriosa, é claro isso não é grandes coisas mas é uma curiosidade legal, eu tive bastante trabalho nessa capa, e apesar de não superar a anterior ainda é uma ótima capa.

O futuro do “Ladrão de corpos” e uma continuação

A história de Incômodos noturnos não terá uma continuação, entretanto para aqueles que desejarem criar seus próprios relatos(GRATUITOS) envolvendo o Ladrão de corpos, é só me pedir permissão que vai dar tudo certo, eu tenho o desejo dessa criatura que eu criei se tornar uma lenda urbana brasileira, mas quero pelo menos ter um controle do que vai sair envolvendo ele, pois é uma criação minha e totalmente gratuita, não quero que ninguém use do Ladrão de corpos para criar histórias para vender, isso é algo que iria totalmente contra os meus desejos com relação a essa história.
O futuro dessa criatura quem vai explorar são vocês, contando suas próprias histórias.
Espero que minha criatura ganhe bastante atenção, mas por enquanto é isso sobre o futuro dessa minha história.

É isso pessoal, esse foi um conteúdo bem simples e curto, eu não tive muita coisa para explorar hoje(no caso, que eu decidi abordar por agora), mas fiquem ligados que na próxima semana eu vou publicar mais conteúdos.
Peço desculpas pelo atraso dessa postagem, era para ter saído na quarta-feira, mas eu só consegui publicar hoje.
Eu estou me esforçando bastante para manter o cronograma a partir de hoje, então não devem rolar mais atrasos.
E bom, se gostou peço que compartilhe minhas histórias com seus amigos, e não esqueça de me enviar um feedback sobre o conteúdo, toda opinião é sempre bem vinda.

Nos vemos na próxima, até mais pessoal!

OD-Box: A garota que viu a sombra(produção e informações extras)

Olá pessoas, bem vindos a mais uma postagem!

Hoje o meu objetivo será trazer informações sobre a produção do conto “A garota que viu a sombra” e algumas informações extras.

Então vamos lá explorar os bastidores!

PRODUÇÃO E INFORMAÇÕES EXTRAS

A ideia da franquia OD-Box e do conto “A garota que viu a sombra” surgiu em 2020, a princípio eu amei a ideia e fui a desenvolvendo com o tempo. Eu costumo não falar muito sobre isso, mas a escrita foi algo que tive dificuldade em focar e me dedicar, pois sempre havia algo acontecendo que me fazia me afastar da escrita, eu de fato amo escrever as minhas histórias, mas eu só consegui me dedicar a isso de verdade agora em fevereiro de 2022.

O conto “A garota que viu a sombra” começou a ser produzido entre março e abril de 2021, onde eu escrevi a versão inicial do mesmo, depois disso eu deixei a ideia guardada e acabei indo para outro conto, acho que isso me deu a chance de desenvolver uma visão única para o OD-Box e das ideias que eu quis trazer nesse conto.

Agora em fevereiro de 2022, eu finalmente toquei nesse conto de novo após o meu retorno para escrita, inicialmente eu reuni todas as ideias que construí envolvendo esse conto, com o objetivo de enriquecer a história, em seguida peguei a versão inicial que depois de ler e analisar, eu considerei que com algumas melhorias e adições ela ficaria ótima, e foi ai que comecei a trabalhar nesse conto no dia 16 de fevereiro, foram ao todo 4 dias de trabalho completamente focados nessa historia, eu realmente queria tirar a poeira do meu lado escritor.

Devo dizer que durante esses 4 dias eu pensei em muita coisa, passei dias e noites escrevendo o conto, e de fato dei muito amor a essa história.

A capa do conto

Mas indo aos detalhes, a capa é um dos elementos que mais gostei ao produzir esse conto, como eu não costumo desenhar e não tenho ninguém para me ajudar nisso, acabou que eu tive que ter alguma ideia para a capa. Eu sempre considerei que a capa também é uma parte importante, então me surgiu uma ideia, eu pensei “já que eu não sou bom desenhando, eu vou utilizar de uma foto e fazer um ou outro elemento ilustrado”, e assim começou a minha jornada em busca da capa perfeita.

Quando analisei as ideias que poderia trazer e que pudessem representar esse conto, eu quis tentar trazer uma sombra na capa representando “a sombra”, infelizmente eu não poderia representar a Eri e muito menos os outros seres da história, pela minha falta de habilidade em desenhar, mas como uma luz me veio a ideia de usar uma caixa para criar uma referência a “OD-Box”, e tentar criar um simbolo para representar a franquia OD-Box e estar presente na caixa/capa.

Depois de pensar e pensar, finalmente veio a ideia final, eu cortei a presença da sombra, peguei uma caixa de papelão daqui de casa, coloquei em um lugar que eu pudesse bater uma bela foto, e através da visão da câmera tentei tirar uma foto do qual o ângulo brincasse com as linhas que formam a caixa, como se as linhas viessem de fora(parecendo infinitas) e se interligassem no centro. Em meio a isso busquei a melhor iluminação possível, tendo como um detalhe a luz do sol que batia bem no canto da caixa, e por fim usei o efeito preto e branco para dar um tom próximo a visão do mundo cinzento, e depois de tirar algumas fotos finalmente veio uma foto que achei perfeita.

Após ter a foto, eu fui direto para o app de desenho(e sim eu fiz tudo pelo celular), e comecei a desenhar o simbolo que eu criei para representar essa minha “franquia” junto do nome “OD-Box”. Sobre o símbolo, ele não é super diferente e é até simples, como vocês podem ter percebido, eu criei o simbolo pensando no simbolo do infinito e substituí os círculos por quadrados, representando uma das formas geométricas que estão sempre presentes em nossa realidade. Em seguida dei um toque especial nele com o que achei melhor, e assil consegui um belo símbolo para representar a minha história “OD-Box”.

Com a capa finalmente concluída, eu vi como ficou e me senti muito feliz, eu literalmente passei pelo problema de não ser bom com desenhos e ainda fiz algo que me agradou, não vou dizer que não poderiam ter capas melhores, mas eu amei o trabalho que fiz nessa capa.

A estrutura e progressão do conto

Uma das coisas que mais tive cuidado ao escrever essa história, era como eu iria criar uma progressão palatável e interessante para a história de Eri, então já pensando na questão de ela passar por essas experiências durante diversas fases de sua vida, eu dividi cada acontecimento nessa progressão temporal, tentando fazer com que o leitor sentisse ela se afundando com o tempo, experienciando as coisas estranhas cada vez mais, por isso os sentidos dela foram se alterando um de cada vez.
Ao iniciar cada ato/parte da história com “Aos (tantos anos)” eu quis criar um padrão, e ao mesmo tempo conseguir dividir bem a história, sem precisar classificar os atos e fases de forma clara. Essa estrutura foi algo simples que pensei desde o início, mas que caiu bem como uma luva para a história.

A ideia do conto e de “OD-Box”

A ideia do conto e de OD-Box surgiu da minha criatividade e amor pela ficção científica, e apesar desse toque sombrio e assustador que o conto tem, isso é um elemento dessa história em específico, OD-Box é uma franquia de ficção científica/sobrenatural do qual eu coloquei muitas de minhas ideias, e com toda certeza eu irei trazer essa franquia novamente no futuro.
O conto é apenas uma fração pequena do que ainda tenho para escrever, além de ser um início criativo dessa franquia. A ideia é deixar que vocês pensem e teorizem por hora sobre os elementos desse conto, se tem algo que gosto é de ver as teorias sobre as minhas histórias, então por isso construí esse conto para deixar muitas dúvidas e diversas possibilidades de teorias.
Mas decidir “o que é cada elemento” por hora está nas mãos da criatividade de vocês, eu quero que me mostrem o que entenderam desse conto e dos elementos contidos em “OD-Box”.
Ao todo houveram duas referências que utilizei na construção desse conto, que foram dos animes: Boogiepop wa warawanai e Lain serial experiments
Boogiepop wa warawanai me influênciou no meu desejo de criar seres únicos e de lugares não conhecidos, ou que até mesmo caminhassem entre a gente e fossem incompreensíveis. Isso é algo que existe em outras histórias, mas que Boogiepop me fez desejar explorar em minha própria história de ficção científica/sobrenatural.
Inclusive eu estive ouvindo a trilha sonora do anime recente de boogiepop enquanto escrevia o conto.
Já Lain serial experiments é um dos animes que mais gostei, por nos fazer se colocar no lugar da Lain durante a história, e pelo fato de sempre estar nos deixando em dúvida sobre seus acontecimentos. É de fato um anime que me deu uma certa influência, na criação da história da Eri e de como tudo aquilo foi assustador para ela, nos fazendo se pôr no lugar da pequena Eri e sentir o que ela passou, além da história sempre ter algo para deixar dúvidas e nos fazer questionar.
Eu poderia adicionar respostas aqui, mas quero que os mistérios permaneçam e vocês não tomem spoilers.

O que vem depois do conto e o futuro de “OD-Box”

Como eu odeio spoilers e ainda vai demorar um pouco, não contarei sobre as ideias que quero trazer envolvendo “OD-Box”, nem mesmo se a Eri vai retornar, mas apesar de eu estar evitando de falar sobre essas ideias agora, já aviso que se tudo der certo e o meu trabalho como escritor se desenvolver, eu vou conseguir trazer uma continuação para o OD-Box no final desse ano.
Então o futuro de “OD-Box” depende do meu trabalho dar certo.

Bom, é esse o conteúdo extra envolvendo o conto de “OD-Box”, sei que foi bem pouco, mas felizmente eu consegui falar sobre tudo que achei importante, se tiver alguma dúvida ou teoria, sinta se livre para me enviar pelas redes sociais ou pelos comentários aqui mesmo, será um prazer receber seu feedback e opinião.

Muito obrigado pela atenção, se possível compartilhe o conto com seus amigos, e nos vemos na próxima. Até logo pessoal!!